terça-feira, 28 de julho de 2009

Amor de amigo


Há vários tipos de amor e ele pode-se manifestar de várias maneiras...

Há o amor de mãe ou pai, que é o mais puro, sincero e desinteressado de todos.

Há o amor de irmãos, avós, primos, enfim... familiares. Há o de entre duas pessoas, do mesmo sexo ou não, da mesma religião ou não, ou da mesma raça ou não.

Mas isso não é o mais importante. O mais importante é o sentimento, independentemente da maneira como se manifesta ou quando.

Hoje vou falar do amor de amigos! Amigos verdadeiros...

Como alguém outrora disse:

"Um verdadeiro amigo é alguém que te conhece tal como és, compreende onde tens estado, acompanha-te no teu sucesso e nos teus fracassos, celebra tuas alegrias, compartilha tua dor e jamais te julga por teus erros."

Diria mais... um verdadeiro amigo conhece-se nas dificuldades. Quando mais necessitas deles...

Amigo verdadeiro está sempre contigo, mesmo que a distância vos separe.

E eu tenho alguns!



Tenho amigos que não sabem o quanto são meus amigos. Não percebem o amor que lhes devoto e a absoluta necessidade que tenho deles.
A amizade é um sentimento mais nobre do que o amor, eis que permite que o objeto dela se divida em outros afetos, enquanto o amor tem intrínseco o ciúme, que não admite a rivalidade.
E eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores, mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos! Até mesmo aqueles que não percebem o quanto são meus amigos e o quanto minha vida depende de suas existências...
A alguns deles não procuro, basta-me saber que eles existem. Esta mera condição me encoraja a seguir em frente pela vida.
Mas, porque não os procuro com assiduidade, não posso lhes dizer o quanto gosto deles. Eles não iriam acreditar. Muitos deles estão lendo esta crônica e não sabem que estão incluídos na sagrada relação de meus amigos.
Mas é delicioso que eu saiba e sinta que os adoro, embora não declare e não os procure. E às vezes, quando os procuro, noto que eles não tem noção de como me são necessários, de como são indispensáveis ao meu equilíbrio vital, porque eles fazem parte do mundo que eu, tremulamente, construí e se tornaram alicerces do meu encanto pela vida.
Se um deles morrer, eu ficarei torto para um lado.
Se todos eles morrerem, eu desabo! Por isso é que, sem que eles saibam, eu rezo pela vida deles. E me envergonho, porque essa minha prece é, em síntese, dirigida ao meu bem estar. Ela é, talvez, fruto do meu egoísmo. Por vezes, mergulho em pensamentos sobre alguns deles. Quando viajo e fico diante de lugares maravilhosos, cai-me alguma lágrima por não estarem junto de mim, compartilhando daquele prazer...
Se alguma coisa me consome e me envelhece é que a roda furiosa da vida não me permite ter sempre ao meu lado, morando comigo, andando comigo, falando comigo, vivendo comigo, todos os meus amigos, e, principalmente os que só desconfiam ou talvez nunca vão saber que são meus amigos!
A gente não faz amigos, reconhece-os.


Vinícius de Moraes



Hoje quero agradecer aos meus amigos espalhados pelo Mundo...

Uns mais longe do que outros... uns há mais tempo do que outros, mas todos eles no meu coração!

Agradeço a todos porque simplesmente... existem.



Obrigada AMIGOS por me manterem sã e por me reconhecerem!